quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

O Mundo dos sonhos

Quando iluminamos uma sombra normalmente deixamos de vê-la, ou pelo menos de ver parte de sua formação. Contudo, isto não acontece no mundo dos sonhos. Nele, quanto mais iluminamos uma sombra, maior sua escuridão se torna. Quanto mais nos mostramos, menos revelamos.

Era uma vez e eles viveram felizes para sempre, são as palavras que todos queremos ouvir, pois resumiriam tudo o que passamos a passado e tornariam todo o futuro pacífico. Não temos esse direito, não no mundo dos sonhos, aqui lutamos para acordar e quando finalmente despertamos somos obrigados, novamente, a dormir. O que reside na alma humana? Sombra? Esperança? Luz?

São pensamentos soltos e que não requerem uma interação, a você, que está lendo isso (eu mesmo, na maioria das vezes), não desejo a luz das respostas e sim a escuridão das perguntas.  O mundo não gira por quem sabe tudo e sim, acredite, gira por quem mais quer saber. Não saber, visto como algo aterrorizante por quem mais desconhece as respostas, acaba sendo o maior sonho de quem as tem. A ignorância, uma dádiva concedida e incompreendida se torna o herói e o vilão da humanindade, quem à detém a despreza quem à perde, à idolatra.

Pensamentos soltos e nada mais, não me sinto na necessidade de fundí-los ou dar sentido ao que escrevo, escrevo e ponto, às vezes não ponto e sim virgula, não sou poeta, não sou filósofo, não sou antropólogo, sou apenas um observador no mundo dos sonhos e hoje o que mais percebo é a perverção do que seria o mundo real, é a falta de interesse em estar acordado, é a falta de paciência de que não entende que a medida da alma não é a medida da vida e que a alma não está em lugar algum.

Não se pode comprar a satisfação, apesar de toda essência do mundo dos sonhos. Não se pode comprar a satisfação. E  não me venha dizer que precisamos disso ou daquilo, não, não é verdade, não precisamos disso ou daquilo simplesmente porque isso ou aqulo não existe. Não é real, não foi feito, não está aqui. Isso ou aquilo estão presentes em todo lugar,  extamente por não existirem. São a falta e o excesso. A escuridão e a luz. O passado e o futuro.

Era uma vez um alguém que não queria existir, que se escondeu no âmago da alma de outrem, era uma vez um alguém que não se encaixava, que não cabia, não era mensuravel e nem queria saber o que seria. Alguém que não tinha interesse em ser algo além do que já era. Era uma vez alguém que tentou dormir para esquecer e não sabia o que deveria deixar de lembrar. E em sua jornada atormentada, descobriu respostas para perguntas que não havia feito. Descobriu uma vontade que não deveria existir e encarou um mundo que não existia.

Munido apenas de sonhos, o ninguém tentara se tornar invisível, após inúmeras falhas aceitou o fato de que ser visível não seria totalmente ruim, como resultado, deixou de ser um ninguém que não existia e que sonhava em ser invisível e passou a ser alguém invisível.

O mundo dos sonhos deseja que sonhemos, pois disso vive, disso cresce, disso se fortalece e assim se torna a cada dia mais o mundo dos sonhos e o sonho de mundo.

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