Vivo o medo de não saber quem sou.
Vivo à sombra de minha imagem refletida no espelho de meu mundo interior.
Fui casca
Sou o que sobrou da colisão de meus medos e ideais.
Por medo de ser menos do que prentedia acabei me tornando muito menos do que deveria ser.
Sou aquilo que não se diluiu nas águas que levaram minha alma.
Sou novamente casca.
Vivo à margem de um mundo oco, ironicamente, sendo eu vazio por dentro.
Não me rendo a minhas dúvidas, mas me ajoelho a elas. Pois duvidar é o que ainda me mantém são. Talvez não seja vantajoso estar são, pois minha mente já não me trás boas recordações, já não tenho a ilusão de que possa contribuir para a mudança do mundo, para dizer a verdade, nem tenho mais a vontade de ajudar. É o que sinto, certo, errado, bem, mal, não importa, simplesmente sinto.
Queria iniciar grandes projetos, criar grandes obras, ajudar a muitas pessoas, mas atualmente me pergunto, pra que?
Por que me importar quando quase ninguém se importa?
Por que aprender se a ignorância é o que move o mundo?
Por que ajudar se todos querem apenas o prazer próprio?
Eu estou tentando ajudar ou tentando mudar as pessoas?
Quero o melhor para todos e isso me corrói, dói demais ver as almas maculadas da forma que estão, sentir a quantidade rancor e ódio que o mundo emana, dói demais, muito mesmo.
Simplesmente não sei o que fazer.
Morrer?
Seria trocar o lado da moeda, mas não resolveria a ferrugem acumulada.
Gostaria de ter respostas, mas não creio que as conseguirei.
Se ao menos todos estivessem aqui novamente, sinto suas faltas, é difícil demais lidar com isso, perder partes de minha alma, sentir esse vazio que de tempos em tempos simplesmente se enche de tristeza ou angustia... se ao menos todos estivessem aqui...
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