terça-feira, 13 de outubro de 2015

As mentiras que inventamos, para nós e para o mundo

Hoje li um texto muito inteligente, segue o link:
Sobre as mentiras que inventamos para nós mesmos (Sílvia Marques)

Que me fez refletir sobre como sou em relação ao mundo...
Tentei adicionar uma resposta ao texto dela, mas não pude por problemas técnicos, então aqui está...

Parabéns pela composição do texto, pela visão e por expor o pensamento.
Estranha e coincidentemente faço parte desse rol de "Silent Screamers" (na falta de uma analogia em português) que diariamente se cala enquanto grita internamente com tudo a sua volta. Concordo com tudo o que foi escrito por ti, porém afirmo que é muito difícil dar o primeiro passo.

Cá estou eu, 16 anos depois de gritar aos quatro ventos minhas concepções, medos e convicções, 16 anos depois de encarar tudo de frente e sabe o que descobri? Nada.

Não encontrei ninguém em minha órbita social que entendesse, escutasse ou mesmo que discordasse de mim, não houveram ouvintes e consequentemente meus gritos ficaram afetados por minha mudez (não quero ser filosófico, longe de mim, estou apenas falando de alma aberta).

Mentir pra mim mesmo, procurar encontrar o que os outros defendem com unhas e dentes foi o que me manteve vivo, do contrário sou apenas "uma gota de água em um oceano de lama".
Honestamente, quero encontrar as poças, mesmo que pequenas, d'água nesse mundo, mas está difícil.
Mentir pra mim mesmo me mantém vivo, a solidão me mantém são e a sanidade me mantém alienado aos princípios do mundo atual.

Dói, e enquanto dói sigo vivendo meu hiato existencial no mundo dos sonhos, rs, estranho usar esses termos.

Depois de eu escrever muito e não dizer nada, só quero agradecer pelo texto, novamente.
É bom saber que existem pessoas que pensam, de alguma maneira, similar a mim. =)

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